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INCISÕES NO TEMPO
Elias Santos

INCISÕES NO TEMPO

Não consigo ver na Xilogravura algo artisticamente parado no tempo. Gravar não é tão somente riscar, entintar e imprimir no papel imagens soltas, é ir além da tradição, vivenciando o processo por inteiro. Uma vez dominado esse processo tão somente técnico, devemos mergulhar no mundo invisível do experimental, aí sim, o espírito de quem deseja continuar a fazer gravura deve estar sempre aquecido, atento e aberto para as novas possibilidades sinalizadas pela construção e desconstrução, vivência inerente ao homem, tanto na vida como na arte.
Nesse estágio, devemos aprender a apagar tudo que venha ser internamente ilustrativo, dando lugar às idéias geradas pelo auto imaginário que só o olhar interior pode visualizar. É algo perceptivo que depende muitas das vezes do querer de cada um. Essas idéias nascem da escuridão da mente, cabendo a cada um de nós despertar ou não, podendo ficar onde estamos ou ir além, mergulhando profundamente nas infinitas tramas que formam o universo do labirinto criativo.
Mas não quero aqui falar de mistérios, objetivo criar um diálogo aberto com os participantes do Projeto Gravuras de Inverno (Edição 2008) para que cada dia mais procurem na criatividade respostas para o aumento de suas potencialidades artísticas, e como dizia Oswaldo de Andrade “só não há determinação onde há mistério”.
Então vamos em frente! Não devem existir muros ou terrenos selvagens que não possamos superá-los. Buscar é mais importante do que ficar conceituando e criticando. Devemos sim, vivenciar a velocidade e as transparências das coisas que chegam até nós. E isso é merecimento. Não desejamos um mundo flutuante sem mobilidade, queremos é pisar firme como um “treme terra” voltado para a expansão da criatividade.
Hoje, o Gravura de Inverno é um movimento coletivo, representante voluntário para o resgate e difusão da Xilogravura no Estado de Sergipe, pois ter sido contemplado no BNB de Cultura do Banco do Nordeste Edição 2007/2008 não foi um acaso. E nesses últimos quatro anos de sua existência, mais de 600 pessoas já experimentaram a arte da xilogravura nas cidades de: Laranjeiras, Moita Bonita, General Maynard, Própria, Carmópolis, Itabaiana, Glória e Aracaju.

FONTE: Catálogo Incisões no Tempo - Ultima Atualização: 28/12/2010

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