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VERDADES DO MEU INCONSCIENTE
Guel Silveira

“Que meus conteúdos de consciência contêm mais do que efetivamente contêm que há por assim dizer, uma parte invisível em tudo que é visível, uma ausência no seio de toda presença.”
Sinto isto dentro de minha forma de expressar. É como se houvesse aparições por traz do que se encontra em primeiro plano da tela. Gosto deste despertar das imagens imaginárias, sentidas por mim, como divindades em estado humano e o humano em total harmonia com o divino. Gosto dos quadros que despertam no espectador a alegria de criar. Eles inventam aquilo que não foi por mim concebido, mas gosto de viajar nestas possibilidades, é a sugestão do não acontecido, ou, talvez, quem sabe... até acontecido, mas não de uma forma intencional.
Desconectado do espectador, há uma imensa satisfação na abstração, em que o invisível atropela o visível. É o encontro do irreal com o humano; do divino com as entidades dos bichos; com as largas pinceladas; do bem e do mal, sem preconceitos. Você, sem as certezas, o não se conhecer.
A ausência no seio de toda a presença. Sempre pensei nisso... Sem a preocupação com o que vai ser transposto para a tela, deixar as verdades aflorarem, mesmo que dentro delas existam mentiras: aquelas que o mundo tanto pede para ouvir. O importante é o ser.
Fazer deixar transcender os deuses, amores, rancores, ódios. Todos estamos aí na vida.
A tela branca, o divino. Pintada, já não sei. Quem sabe, dependendo de seu estado, você possa transformá-la...
Homem divino ou divindade etérea. Religiosidade, crendice, fé, dogmas, mitos... Cuidado para não embruxar!
Vamos para o que interessa: não crio mitos, adoro o simples, o bom artesanato, o não rotular o suporte da tela. Meu início: papel, gravura, spray; pura abstração. Telas: marinhas, naturezas mortas, figuras.
Na abstração, solto meus bichos, amores, rancores, saudades. Puxo as criaturas das profundezas abissais ou de uma nova vida fugida do inconsciente. É meu quintal transbordado para as telas.
Não pensei em escrever nada, é apenas um pequeno complexo de escritor que trago desde menino. Abri o coração para que os deuses rissem de mim
E você, procure estar com os seus sentidos bem abertos para transceder na ausência de toda a presença.

Ultima Atualização: 21/12/2010

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