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Entrevistas

Toda forma de arte tem um caráter social
09/11/2010 - Lílian Cristina França

Como foi realizada a etapa de seleção das 20 obras do I Salão Semear de Arte Contemporânea? Vocês tiveram acesso a alguma informação a respeito do artista, além da própria obra?

Lílian França – A comissão de seleção e premiação se reuniu e analisou todas as inscrições válidas entregues pela comissão organizadora. Todos os envelopes estavam sem identficação. Cada obra foi analisada até serem selecionadas as 20 que deveriam ser expostas.

Quais foram os critérios utilizados pela Comissão de Seleção e Premiação para a escolher as 20 obras que serão expostas a partir do dia 9 de novembro?

Lílian França – Os critérios foram originalidade, linguagem, adequação às características da arte contemporânea, capacidade informativa do material enviado, pois a obra não foi enviada mas as fotos ou projetos, ou ainda CDs e DVDs.

Você afirmou anteriormente que cerca de 30% das obras inscritas não eram realmente contemporâneas. Qual será o conceito de "Arte Contemporânea" abordado no Salão?

Lílian França – A arte contemporânea tem uma linguagem própria, marcada, principalmente, pela ruptura que se deu com a arte moderna a partir do final dos anos 60 do século xx. Uma obra de arte contemporânea não repete linguagens consagradas, inova, experimenta, inquieta, coloca em crise, causa estranhamento e provoca a reflexão.

No seu ponto de vista, a arte contemporânea deve ter um caráter social?

Lílian França – Acho que toda forma de arte tem um caráter social, pois expressa uma visão de mundo num dado momento. Mas a arte não precisa necessariamente ser uma arte engajada, esse conceito de caráter social é muito elástico e pode estar contido de modo muito sutil numa determinada obra, mas com um impacto grande para quem a vê.

Quais as categorias que tiveram o maior número de inscritos? E qual delas foi a mais difícil de selecionar?

Lílian França – As que tiveram maior número de inscritos foram pintura e desenho, embora não tenhamos feito uma contagem por categoria. A mais difícil de selecionar foi a categoria de instalação, pois dependia muito do projeto e da explicação do artista e nem sempre era fácil compreender a sua idéia.

De que forma o público poderá interagir com a exposição? O que isso traz de benefícios para o cenário artístico em Sergipe?

Lílian França – A exposição é interativa por si só. O público pode entrar em uma sala escura e ver uma instalação com raio laser, pode se sentar e ver um vídeo e entrar num jogo com o espelho que reflete a sua própria face, poderá interagir com microescultura projetadas numa televisão, assistir vídeos projetados de diferentes maneiras, sentir as obras, comtemplá-las individualmente ou no conjunto em que estão expostas.

Já existe algo programado para o encerramento da exposição?

Lílian França – O problema é a data. Dia 17 de dezembro é um dia complicado para eventos de todo o tipo, exceto aqueles que envolvem as festas de final de ano. Mas assim que o salão abrir vamos estudar todas as possibilidades.

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