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Pequena Biografia dos Artistas

EVGEN BAVCAR( Eslovênia/França) - fotografias
Doutor em Estética pela Sorbonne, Filósofo, cineasta e fotógrafo, Evgen Bavcar apresenta nessa exposição cerca de 20 fotos reunindo diversas fases de sua produção.
Cego desde os 12 anos, o esloveno Bavcar mudou-se para a França na juventude, onde estudou e se tornou professor de Estética da Sorbonne. Além de teórico da Filosofia da Arte, Bavcar é referenciado no circuito internacional da arte como um dos mais importantes artista contemporâneos. Foi um dos protagonistas do documentário Janela da alma, de João Jardim e Walter Carvalho, exibido com muito sucesso em todo o Brasil.



ELIANE OLIVEIRA, 29 anos, tem distrofia muscular e cursa o último período de Educação Artística na UERJ. Em 1999 participou do 9º Salão Municipal de Artes Plásticas de João Pessoa, PB. Em 2000 fez sua primeira individual na Galeria do Centro Cultural da UERJ. Em 2002, duas coletivas na Galeria do Centro de Arte Calouste Gulbenkian, mostra na Galeria da Oficina da ABBR, no Jardim Botânico - Rio, e participação no Núcleo de Artes Visuais do 1º Festival Internacional de Arte Sem Barreiras, Galeria Sesi Minas, BH. Eliane apropria-se de imagens de trabalhos de artistas como Beuys, Duchamp, Da Vinci, Rembrandt, Velásquez, Botticcelli, Warhol e Nelson Leiner, dentre outros, elaborando obras que podem ser vistas como colagens. Ela processa fragmentos de romances, de peças publicitárias e uma infinidade de objetos coletados e delicadamente incorporados na construção de um contexto simultaneamente pessoal e universal. Nesta mostra, encontram-se trabalhos recentes, de 2002 e deste ano, onde Eliane apropria-se de imagens de artistas renascentistas, incorporando textos, objetos e relíquias.


VIRGÍNIA VENDRAMINI ( Rio de Janeiro) - tapetes
“Não, nem preto, nem branco./ Por que não misturar as cores/ E descobrir nuances, tonalidades?/ O arco-íris é belo porque admite/ A possibilidade de todos os matizes,/ Refletidos democraticamente/ Na limpidez de um prisma”. Poeta, pintora, tapeceira, cega desde os 16 anos, Virginia Vendramini, 57, vive e trabalha no Rio de Janeiro. Exibido pela primeira vez na década de 90, seu trabalho em tapeçaria fora iniciado na década de 70, idealizado e executado segundo técnica por ela mesma desenvolvida. A artista guardou na memória cores e formas para criar obras ricas em detalhes, matizes e formas que despertam o olhar do espectador. Nesta mostra, encontram-se seis tapetes com construções geométricas, simbólicas e cromáticas. Ela identifica as cores de lã através de etiquetas em Braille. Os desenhos vão surgindo na tela a partir do nada. Às vezes, alguns erros criam novas idéias, o que acaba por tornar seus tapetes verdadeiras obras de arte. “Reservo a luz e as cores fortes para os tapetes produzidos com a técnica do meio ponto”, diz ela, “e deixo a melancolia e a tristeza para os poemas”, modernos exemplos de sua poética marcadamente cosmopolita.

FONTE: Folder da Exposição - Ultima Atualização: 28/12/2010

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